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Multi-modelos de negócio no e-commerce

Rafael Campos
Rafael
8 abr 2016
Reading Time: 4 min

Quando o assunto é e-commerce normalmente imaginamos uma loja virtual que venda diretamente para o público final, o consumidor, certo?

Um e-commerce são sites que podemos acessar a qualquer momento para comprar artigos de uso pessoal e para casa, como roupas, cosméticos, alimentos e objetos de decoração. Também pensamos em cursos, ingresso de cinema, aquele festival que você quer ir no próximo mês. Enfim, serviços variados que podemos contratar.

Mas uma plataforma de comércio eletrônico pode se adaptar a diversos modelos de negócio que vão muito além do B2C (Business to Consumer). Entenda cada modelo.

E-commerce B2C

A expressão B2C, Business to Consumer ou Negócios a Consumidores, define um tipo de modelo em que as empresas vendem produtos ou serviços a consumidores finais. Mas atenção, muitas vezes o modelo é confundido pois a relação acontece entre empresa e outras empresas. Essa relação também se enquadra como B2C, quando a empresa compradora é a consumidora final da mercadoria, ou seja, ela compra para uso próprio.

Portanto, atenção! B2C, além de definir a relação de compra e venda entre empresas e pessoas, também define a relação entre empresas e empresas, quando a última consome o produto.

Por exemplo: um determinado hospital comprando material de um fabricante de material hospitalar. Uma empresa que compra material de escritório para o seu dia-a-dia de um grande varejista etc. Como exemplo temos Staples, AVON, Boticário, entre outros.

E-commerce B2B

Outro modelo que podemos atuar online, é o B2B (Business to Business). Nele, a relação acontece quando uma empresa compra de outra para revender os seus produtos. Por exemplo um varejista compra de um fabricante, televisões para vender em sua cadeia de lojas.

No Brasil, quando essa relação é estabelecida, a dinâmica de precificação se complica, e muito. O pedido feito, por se tratar de uma relação B2B agora precisa ter impostos que variam conforme origem, destino, enquadramento fiscal do produto e enquadramento do comprador!

Sendo assim, uma loja vendendo uma televisão do seu centro de distribuição de São Paulo para o Rio de Janeiro para a empresa do Zé, pode ter um preço X. Na mesma origem e destino, a mesma televisão pode ter preço Y, pois a empresa da Ana é simples nacional. Agora, se é um cosmético, de São Paulo para o Acre, a empresa da Silva paga outro valor pois há ST-ICMS.

Além da complicação de preço e impostos, o canal digital precisa de funcionalidades como criação de matriz e subsidiárias, gestão de funcionários, alçadas de aprovação, limite de crédito, controle de pedidos, aprovação de pedidos, recompra de pedidos, lista de compras, multi preços, multi formas de pagamentos, etc.

Mas calma! Por mais que esse modelo seja complexo no Brasil, a Forbes imagina que o mercado B2B alcançará o valor de 6.7 trilhões de dólares em 2020! Portanto, vale muito a pena investir! Um dos exemplos no Brasil é o Mercado PME, empresa lançada em 2016 com foco exclusivo no B2B.

B2E: Business to Employees

Um terceiro modelo que vem ganhando espaço, principalmente com grandes marcas, é o B2E. Esse modelo é bastante similar ao B2C, mas agrega conceitos de uma loja exclusiva, pois somente funcionários de uma empresa poderão comprar os produtos, por isso, a nomenclatura B2E, Business To employees, Empresas para funcionários.

Nesse modelo, geralmente a loja virtual pré-define uma listagem contendo os funcionários que poderão acessar a loja e inclusive, receber diferentes promoções. No Brasil, um dos maiores casos de sucesso é o Compra Certa do grupo Whirlpool. Nele, para você acessar, você precisa de uma senha de uma empresa. Somente assim, poderá ver os produtos e descontos da loja.

B2B2C

Por último, um dos novos e mais modernos conceitos que surgem no mundo digital é o Marketplace.

Ele é uma evolução do B2B2C, o business to business to costumer, empresa para empresa para consumidor. Nesse modelo, as lojas virtuais, o segundo B de B2B2C, trabalham em sinergia com os distribuidores e fornecedores, o primeiro B.

Quando um pedido é feito, a empresa compra, quase que automaticamente, o item do fornecedor, que irá enviá-lo ao centro de distribuição da loja para enviar o produto ao cliente final, o C.

Já o marketplace é uma evolução do conceito. Nele, a loja virtual compõe o seu mix de produto, seu sortimento, com produtos de outras lojas. Quando um pedido é realizado, a loja virtual, via sistema de e-commerce, verifica que 2 pedidos foram realizados. Um deles, a própria loja é detendora do produto, então ela irá fazer a fatura e enviar ao cliente. O sistema também verifica que outro item é de uma das lojas que se conectou para vender seus produtos. Com isso, automaticamente a loja virtual conectada recebe o pedido do item que deve ser enviado diretamente ao cliente final, do seu centro de distribuição. Essa relação é conhecida como um marketplace, que se assemelha bastante a um conceito de shopping onlne. A diferença é que o pagamento e feito ao shopping e não em cada loja.

Uma plataforma de comércio eletrônico precisa dar a capacidade da sua loja se adaptar a todos esses modelos. Mas é claro que, por se tratarem de modelos com regras e especificidades distintas, é bastante raro encontrar uma única plataforma com todos esses modelos.

No Brasil, uma das plataformas que atende a todos os cenários é a VTEX. Nela, com o mesmo sistema você poderá atuar em todos esses modelos. Através de configurações de regras da plataforma, é possível adaptar multi lojas. Você terá o benefício de controlar todos os pedidos, os produtos e clientes, por exemplo, a partir de uma única ferramenta!