Estratégia

É hora de acelerar seu e-commerce cross border

Lorren Klinke
Lorren Klinke May 15, 2020
É hora de acelerar seu e-commerce cross border

Webinar promovido pela Driven.CX e VTEX mostra que o cross border é uma grande oportunidade de expansão das vendas online

A alta do dólar nas últimas semanas, acelerada pelos eventos do coronavírus na economia, gera novos desafios para as empresas, mas também abre oportunidades. Uma delas é o e-commerce cross border, uma vez que os produtos brasileiros se tornam ainda mais competitivos no cenário global com o dólar acima dos R$ 5,00. Pontos que no passado seriam obstáculos, como o tempo de entrega e o valor do frete, já não são problemáticos.

Ao mesmo tempo, isenções fiscais tanto para a exportação no Brasil quanto para compras internacionais em mercados como os EUA fazem com que o cross border seja uma grande oportunidade para empresas brasileiras. “O mercado americano de e-commerce é 30 vezes maior que o nosso e é possível entregar lá em questão de dias. Uma encomenda que sai de São Paulo chega mais rápido aos EUA do que a Manaus. É importante enxergarmos o cross border não como uma ameaça, mas como uma chance de criar presença em novos mercados”, explica Pablo Canano, diretor comercial da Driven.CX.

Em parceria com a Driven.CX, a VTEX promoveu um webinar que mostra como é possível, mesmo neste momento de pandemia, aproveitar a grande oportunidade de realizar vendas para o exterior de forma competitiva. “O dólar nos patamares atuais faz com que os produtos brasileiros sejam extremamente competitivos. Isenções fiscais para a exportação também ajudam muito, pois permitem que o varejo venda para o exterior com margens maiores que as que podem ser praticadas aqui”, analisa Felipe Dellacqua, Sales VP da VTEX.

Confira os principais pontos do webinar:

A oportunidade de vender em todo o mundo

O e-commerce cross border é uma grande oportunidade para empresas brasileiras. Para começar, comprar produtos de outros países é comum em todo o mundo: na Europa, 84% dos consumidores já compram em sites estrangeiros. Na América Latina, esse número é de 83% e, nos Estados Unidos, fica em 76%. “O cross border é algo comum no mundo todo, o consumidor está acostumado e existem soluções práticas para pagamento, entrega e logística reversa”, comenta Felipe Dellacqua.

Essa grande oportunidade é impulsionada pelo tamanho do mercado global de e-commerce. “No Brasil, ainda no início do ano a ABComm estimava um crescimento de 18% nas vendas para 2020, ultrapassando R$ 100 bilhões”, comenta Dellacqua. “Mas quando olhamos para o mercado americano, que está na faixa dos US$ 600 bilhões e fica a oito horas daqui, percebemos que existem oportunidades ainda maiores lá fora”, acrescenta.

Mesmo Europa e China, um pouco mais distantes, representam mercados muito interessantes para empresas brasileiras. A China movimenta US$ 1,8 trilhão em vendas online e a Europa, US$ 550 bilhões. “Em 2019, o Brasil foi o décimo maior mercado global de e-commerce, mas, em relação aos maiores países, ainda somos muito pequenos. Temos um mercado gigantesco para explorar no exterior”, avalia Dellacqua.

Quando o dólar joga a favor

Com o dólar no patamar atual, o cross border é uma possibilidade muito interessante para o varejo. Isso acontece porque os produtos brasileiros se tornam extremamente competitivos. “Uma sandália Melissa custa R$ 140 no site oficial, mas é vendida por um distribuidor na Amazon britânica por 95 libras, o equivalente a R$ 685”, exemplifica Dellacqua. Produtos brasileiros podem ser vendidos por preços mais elevados para clientes internacionais, que possuem maior poder de compra.

Quando levamos em conta que 45% das vendas online no varejo americano são de itens estrangeiros, índice que fica em 37% no Reino Unido e 26% na China, fica claro que existem mercados relevantes em todo o mundo e o consumidor não tem receio em comprar de empresas internacionais. É por isso que empresas que têm presença global crescem 25% ao ano, mais do que em mercados domésticos.

Como começar sua expansão internacional

A visão convencional do cross border é a venda de produtos estrangeiros no Brasil, que fez do AliExpress o terceiro site de e-commerce mais acessado por aqui. “Agora precisamos fazer o caminho contrário, aproveitando o potencial do e-commerce para sermos exportadores de produtos”, afirma Pablo Canano.

Segundo o executivo, a forma mais rápida e ágil de desenvolver uma operação internacional é por meio de marketplaces internacionais, como Amazon e Tmall (Alibaba). “Esse é um caminho muito indicado para quem está começando e quer testar o mercado”, diz o executivo da Driven.CX. O passo seguinte é desenvolver uma operação própria. “É mais complexo, exige mais maturidade e investimentos em ações de marketing”, acrescenta Canano.

Enquanto em uma operação por um marketplace é possível terceirizar quase todas as atividades, em uma operação própria é preciso estar atento a aspectos como:

·         URL no país do consumidor;

·         Cadastro de produtos adaptado ao país;

·         Informações no idioma do consumidor;

·         Logística regionalizada;

·         Sistema de pagamentos adaptado às características locais.

Segundo Canano, também é importante adaptar a comunicação com o cliente internacional. “Não é porque a descrição do produto ou o storytelling da marca funcionam no Brasil que vão funcionar na China ou nos Estados Unidos. Cada consumidor tem características diferentes e, para conhecê-los bem, é preciso estudar seu comportamento”, explica. “É por isso que iniciar o cross border por meio de um marketplace faz muito sentido”.

Vantagens tributárias e logísticas

A realidade tributária brasileira é muito complexa, mas exportar é mais simples do que se pensa, pois a venda cross border é uma transação B2C. “Qualquer CNPJ pode vender para o exterior. Para isso, é só fazer uma Declaração Simplificada de Exportação no site da Receita Federal e emitir a nota fiscal informando que se trata de uma saída destinada ao exterior (código CFOP para o Grupo 7000). Na entrada do outro país você precisará de um invoice que é gerado pela transportadora ou gerada online gratuitamente”, conta Dellacqua.

Vendas B2C para outros países são isentas de ICMS e IPI. Em São Paulo, esses dois impostos formam 20% do preço do produto. “Uma venda de um produto de R$ 500 que saia de São Paulo para os EUA está isenta de R$ 100 de impostos que se transformam em margem”, analisa o executivo da VTEX.

Além disso, no mercado americano compras online até US$ 800 são isentas de impostos. “Isso torna o Brasil muito competitivo: qualquer compra em um site brasileiro abaixo de R$ 4.000 é isenta de impostos na chegada aos EUA e deixa uma margem muito maior para o varejista”, acrescenta.

O tempo de entrega é outro aspecto positivo em uma venda internacional. Empresas como FedEx, UPS, DHL e Correios entregam porta-a-porta do Brasil para os EUA, a um frete médio de US$ 14 para itens até 500 gramas, com entrega em dois ou três dias úteis. Uma compra na Amazon EUA, para quem não é Prime, custa de US$ 8 a US$ 10 em um prazo semelhante. “A logística não é um impeditivo para vender no exterior”, diz Dellacqua.

Quais são os mercados internacionais mais atraentes?

Analisando os maiores mercados de e-commerce, os países que mais crescem, os locais em que os consumidores mais compram online e os países que deverão sair mais rápido da crise do Covid-19, alguns mercados passam a ser prioritários para vendas internacionais. “Os países mais interessantes para vendermos cross border a partir do Brasil são EUA, Canadá, China, Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido e França”, diz Canano. “São mercados relevantes, com consumidores já acostumados a comprar online e nos quais os produtos brasileiros são muito competitivos”, avalia o executivo.

Confira a íntegra do webinar aqui e saiba como aproveitar a alta do dólar, acelerar seu e-commerce cross border e impulsionar vendas e resultados.

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