Seja digital e acelere seu time-to-market

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VTEX
15 ago 2019
Reading Time: 3 min

Varejo de moda precisa entregar produtos aos clientes cada vez mais rápido. Somente tecnologia, uso intenso de dados e processos bem alinhados permite reduzir o time-to-market do e-commerce

 

Em setores como eletroeletrônicos e moda, a velocidade com a qual as empresas lançam produtos novos é essencial para sustentar uma vantagem competitiva. Com isso, a redução do time-to-market (o tempo decorrido entre o desenvolvimento do produto e sua presença no PDV) se transformou em um objetivo estratégico para muitas empresas.

No segmento de tecnologia, já em 1995 um artigo mostrava que em mercados com um crescimento anual de 20% e uma redução de preço de 12% ao ano, produtos que são lançados seis meses depois geram um lucro 33% menor ao longo de cinco anos. A conclusão é clara: inovação e qualidade são essenciais, mas nada disso adianta se o produto não estiver no mercado antes da concorrência. Quem tem um tempo longo de time-to-market entrega vantagem competitiva para os concorrentes.

Na moda, a aceleração do time-to-market tem feito com que até mesmo os varejistas fast fashion comecem a parecer lentos. Enquanto algumas empresas, como a própria Amazon, estão investindo em soluções de moda on demand (um mercado que hoje responde por apenas 1% da produção global de vestuário, mas pode saltar para a casa dos 20% nos próximos anos), uma série de varejistas digitais, como Missguided, ASOS, Boohoo e Fashion Nova, busca um outro caminho: coleções cápsula, com poucos itens, lançados rapidamente, a partir de modelos de desenvolvimento ágil de produtos.

A vantagem de tempo que esse modelo 4.0 de desenvolvimento gera é brutal: em média, um produto da Missguided inspirado em um desfile de moda ou no novo look da influencer do momento no Instagram chega às lojas em duas semanas. Na Zara, em dois meses. Nesse tempo, as varejistas de moda 4.0 já lançaram quatro coleções, muitas delas em colaboração com designers, músicos, artistas pop e celebridades online. Um ciclo que se retroalimenta e mantém o consumidor sempre fisgado, atento à próxima novidade.

Para acelerar o time-to-market em sua operação online de moda, é preciso estar atento a alguns pontos:

 

Busque múltiplas fontes de conhecimento

Desfiles, street art, os trending topics do Twitter, a novela da Globo, blogueiras, influencers, buscas em seu e-commerce: tudo pode e deve ser usado como referência para geração de insights para o negócio. Quanto antes você for capaz de identificar tendências, mais rápido poderá entregá-las aos clientes.

 

Use tecnologia para acelerar o time-to-market

O varejo é um setor que incorpora tecnologia continuamente. Grandes varejistas, como Nike e Zara, já adotaram machine learning e Inteligência Artificial no desenvolvimento de produtos, na identificação de tendências online e na conexão das informações de diferentes áreas das empresas.

 

Melhore a gestão de processos

As empresas e as equipes de design de produtos desperdiçam mais de 40% de seus recursos (físicos, financeiros e de tempo) devido a ineficiências, atrasos, tarefas burocráticas e problemas na gestão das informações. Soma-se a isso o fato de que 80% dos dados gerados pelos consumidores são não-estruturados (fotos, vídeos, comentários em blogs e mídias sociais) e existem inúmeras oportunidades de ganho de competitividade para quem for capaz de melhorar a coleta de dados e a organização das informações internas.

 

Alie inovação e velocidade

No mundo da moda, velocidade é essencial. O grande varejo fast fashion, como Zara, H&M e Uniqlo, reduziu suas cadeias de suprimentos para responder à demanda dos clientes por imediatismo. Nos últimos anos, essa demanda foi elevada a um novo patamar: a grife Rebecca Minkoff, por exemplo, adotou a estratégia “see now, buy now” (em que os produtos apresentados nos desfiles estão imediatamente disponíveis para compra online) e viu um aumento de 211% nas suas vendas na primeira temporada.

 

Baseie-se em dados, sempre

Não adianta reduzir o time-to-market a partir de todos os pontos já elencados aqui se as decisões de “go/no go” de produtos são tomadas a partir de achismos e preferências pessoais. A decisão do mix precisa se basear em dados sólidos que demonstrem o interesse dos consumidores. Se toda a cadeia de suprimentos partir daquilo que o cliente deseja, diminuem as possibilidades de excesso de estoque e a necessidade de realizar demarcações para desovar itens não vendidos.

Acelere a implementação

A redução do time-to-market também pode ser alcançada com o uso de ferramentas tecnológicas que permitam implementar rapidamente quaisquer mudanças desejadas. Contar com uma plataforma de e-commerce que facilite a configuração de produtos e categorias, além de poder ser integrado facilmente aos outros sistemas corporativos, é uma forma de entregar inovações que respondam às demandas dos consumidores. Ter facilidade na implementação dos recursos ajuda a empresa a estar à frente da concorrência.

 

Na luta constante por reduzir o time-to-market e surpreender o consumidor com inovações, a tríade tecnologia/dados/processos traz respostas mais rápidas, mas exige que o varejo de moda abrace a transformação digital e adote uma mentalidade data-driven para alcançar os melhores resultados.