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Engineering Manager: como vim parar aqui?

Ana Luiza Motta
Ana Luiza Motta January 4, 2022
Engineering Manager: como vim parar aqui?

Ana Luiza Gomes conta como trabalhar na VTEX contribui para sua formação como gestora de equipes

Programar ou gerir equipes? Esta é uma das decisões que mais tiram o sono das  pessoas na engenharia de software. Isso porque a resposta para essa pergunta, em muitos casos, pode definir a carreira.

Apesar de essa indecisão ser fonte de ansiedade para quase todos os profissionais que atuam em tecnologia, eu sentia que ela me gerava um peso ainda maior por eu ser uma profissional mulher: além de sermos exigentes demais em nossas escolhas, existe o medo de não sermos qualificadas e capazes o suficiente para o mercado de trabalho —  olá, síndrome da impostora.

Olhando para trás, vejo que boa parte dos meus medos era infundada. Percebi que com o tempo, também conhecido como experiência, é um grande aliado para entender qual direção de carreira tomar.

Outra lição que aprendi é a importância de se trabalhar em uma empresa como a VTEX, que permite que seus funcionários “se descubram” enquanto profissionais e que dá aos seus colaboradores a oportunidade de explorar seus potenciais e entender de qual forma é possível fazer um trabalho melhor, tanto para si mesmos como para a companhia.

Até porque esse percurso chamado trajetória profissional só parece fácil e sem problemas para quem olha de fora. A minha trajetória, pelo menos, teve muitos altos e baixos até chegar no momento atual.

Reprogramando objetivos

Meu início de carreira não foi nada encantador: eu não tinha o mesmo amor em programar que via em meus colegas. Não estar “apaixonada pelos códigos” era algo que muitas vezes me frustrava e, na época, fez com que eu questionasse inúmeras vezes o que eu estava fazendo na graduação em Ciência da Computação. 

“Se eu não gosto de programar, como vou ter um futuro nessa carreira?”, era o tipo de pensamento que passava bastante pela minha cabeça. Essa percepção começou a mudar quando recebi um conselho valioso do meu irmão, que se tornou uma máxima para mim.

Em resumo, o que ele me disse foi: com background técnico, você terá maior liberdade para redesenhar os caminhos da sua carreira e poderá assumir diversos papéis dentro de uma organização, sem necessariamente programar 40 horas por semana. 

Mas não pense que foi absorver esse recado que os códigos e funções ficaram mais fáceis de aprender: foi com muita resiliência que segui programando — algo que eu de fato gostava, mas sentia que não queria fazer pelo resto da minha vida profissional.

O que mudou dentro de mim foi que passei a encarar a programação como uma ponte, que me permitiria acessar outras possibilidades de carreira. E meu ânimo com essa tarefa aumentou ainda mais quando entendi que programar tem uma correlação imensa com resolver problemas. E isso, sim, sempre me brilhou os olhos. 

Espaço para crescer e oportunidades para aprender

Após algumas passagens profissionais como Software Developer, cheguei na VTEX em 2017 para atuar como Software Engineer. E algo muito bacana aconteceu: tive a oportunidade de participar de projetos embrionários com foco na gestão. Com isso, precisei me desprender da imagem da pessoa que resolvia problemas com códigos e assumir o papel de alguém que resolve problemas conversando com outras pessoas.

Aos poucos, desenvolvi esse lado gerencial e percebi que assumia muito bem esse papel. Claro que tive problemas, mas contei com pessoas que me ajudaram nessa evolução. Como o Bruno Dias, que sempre mencionava meu nome para tocar projetos paralelos. Ele diz até hoje: “Coloca a Ana Luiza que ela resolve”. Ter essas oportunidades para “agir como gerente” foi fundamental para que eu me tornasse, de fato, uma.

Outro aspecto essencial na minha trajetória como Engineer Manager foi trabalhar na VTEX, um lugar que dá autonomia para que seus colaboradores redesenhem suas carreiras e escolham o caminho que, no momento, acreditam que faz mais sentido. 

Ao contrário do que acontece em outros lugares, a VTEX não enxerga como um problema quando alguém sai da posição de líder para contribuidor individual. Muito pelo contrário: essa flexibilidade interna é vista como um ponto forte e é parte da cultura que vivenciamos na empresa. 

Para a VTEX, ter as pessoas certas nos lugares certos é mais poderoso que o título de um cargo. A cultura da autonomia, que tanto permeia as decisões que tomamos diariamente, faz com que essa visão da velha hierarquia não tenha força por aqui.

Sem sombra de dúvida, ter esse controle na condução da minha carreira foi um ponto-chave para que eu me tornasse uma Engineering Manager. 

Abrindo e criando espaços mulheres na tecnologia

Trabalhar em um local que te dá autonomia também permite desenvolver iniciativas que conversem com os seus valores de vida e que estejam em linha com os objetivos da empresa.

Falar de mulheres (ou a falta delas) no mercado de tecnologia, é algo comum no cenário atual. Como uma liderança feminina nesta área, isso foi algo que sempre incomodou a mim e a outras engenharias da VTEX.

Pensando em como fazer parte da mudança que queremos ver no mercado, nos reunimos para montar iniciativas como o Tech Woman Bootcamp, que é hoje um dos programas que de fato incluem mulheres em nossa área.

Dentro da firma, criamos um programa de conteúdo e mentoria, além de um canal de acesso para conversar com muitas profissionais de tecnologia e ajudá-las a conquistar melhores posições no mercado de trabalho. Tanto na VTEX, futuramente, como em outros locais. 

O que enxergo pela frente? Mais evolução

Meus aprendizados como Engineering Manager ainda estão só no começo: afinal, os problemas não se reduzem a um escopo fechado e contam com diferentes variáveis, como  pessoas, produto, organização, clientes e etc.

Apesar de não saber quais projetos me esperam, sei que tenho as habilidades necessárias para aprender e me desenvolver, além de estar em uma empresa que facilita o meu desenvolvimento – seja ele como gestora ou contribuidora individual. 


Se você deseja trabalhar em uma empresa de rápido crescimento, desenvolver soluções globais e ter autonomia para gerir a sua carreira de forma que achar que faz sentido para a sua realidade de vida, acesse nossa página de Carreiras para Engenharia e conheça as posições em aberto!

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